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FORMAR PARA TRANSFORMAR, IDEALIZADO PELO REITOR DA UMN, PROJECTO GARANTIU UM FINANCIAMENTO ESTRATÉGICO DE TRÊS MILHÕES DE DÓLARES

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Nos últimos dias foi notícia o segundo lugar alcançado pela Universidade Mandume Ya Ndemufayo no 2.º Concurso de Financiamento das Instituições Públicas de Ensino Superior, promovido no âmbito do Projecto TEST. O feito se reveste de grande relevância, não apenas pela posição privilegiada no topo da referida classificação, mas acima de tudo porque evidencia a qualidade do projecto apresentado, com o qual a UMN concorreu para a obtenção do financiamento de três milhões e cinquenta mil dólares norte americanos (3.050.000,00 USD).
Idealizado pelo Reitor da UMN Prof. Doutor, Sebastião António com o título “Formar para Transformar - Capacitação em Áreas STEM e Modernização Científica da Universidade Mandume Ya Ndemufayo”, a elaboração do projecto teve participação activa dos Professores Doutores, Francisco Maiato Pedro Gonçalves, Yoenls Bahu, Vice-Reitor para oas Assuntos Científicos e Pós-graduação da UMN e Director do Gabinete de Investigação Científica, Inovação, Empreendedorismo e Pós-graduação da Reitoria da UMN respectivamente, e ainda do Lic. Ernesto Renato, Chefe do Departamento do Orçamento e Património afecto a Secretaria Geral da UMN, bem como a prestimosa colaboração do CIBIO da Universidade do Porto, parceiro estratégico da UMN.
Tendo a necessidade de estar enquadrado nas três componentes estratégicas do Projecto TEST – Tertiary Education, Science and Technology, concebidas para actuar de forma integrada sobre os principais desafios do ensino superior em Angola, visando melhorar a qualidade dos estudantes que ingressam no ensino superior, elevar a qualidade e relevância dos programas académicos em áreas prioritárias e reforçar a capacidade de governação, monitoria e avaliação do sistema, o projecto “Formar para Transformar - Capacitação em Áreas STEM”, aposta na qualificação do capital humano e na instalação e modernização de infraestruturas e equipamentos laboratoriais. Com ele a UMN pretende assumir-se como uma instituição académica de relevância, com impacto económico e social e um dos motores de desenvolvimento sustentável, onde os elementos tradicionais e culturais das províncias são incorporados como mais-valias do saber.
A criação do Mestrado em Biodiversidade, Genética e Conservação (MBGC), em 2024, em parceria com a Universidade do Porto, é já uma demonstração inequívoca da estratégia da UMN para oferecer ensino de qualidade e capacitar os recursos humanos. Com este mestrado, a UMN pretende formar especialistas em biodiversidade e conservação da natureza, com aptidão para o uso de métodos e ferramentas modernas de investigação científica, incluindo técnicas de biologia molecular, deteção remota e sistemas de informação geográfica, modelação de cenários aplicados à gestão e conservação do património natural, bem como estudos eco-sociais associados ao uso tradicional da terra, como por exemplo, o impacto e percepção do fogo em comunidades dependentes da biodiversidade no Leste e Sul de Angola. No entanto, tendo em conta o perfil económico e social da região e a vocação da UMN no contexto académico, esta pretende criar condições para expandir a oferta formativa de qualidade a outras áreas STEM com vista ao desenvolvimento sustentável e à diversificação da economia de Angola, como são as Geociências, Agronomia, Tecnologias e Inovação.
Segundo consta do projecto da UMN o financiamento de três milhões e cinquenta mil dólares será alocado prioritariamente na modernização de infraestruturas-chave e na formação de capital humano de alto nível, com o objetivo de fortalecer as capacidades STEM da UMN. As atividades serão centradas nas Unidades Orgânicas de ensino técnico e científico (Instituto Politécnico da Huíla – IPH e o Instituto Politécnico de Ondjiva – IPO). O objetivo geral é transformar a UMN num polo nacional de excelência em STEM, orientada para as áreas das Ciências Naturais, Agronomia, Geociências, Tecnologias e Inovação, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento sustentável de Angola, em consonância com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PND 2023-2027) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 4, 9, 13 e 15 da Agenda 2030.
Implementado pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, com financiamento do Banco Mundial e da Parceria Global para a Educação (GPE), o Projecto TEST tem apoiado iniciativas que contribuem para a melhoria da qualidade do Ensino Superior, para o fortalecimento institucional das Instituições de Ensino Superior, para a transformação digital e para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação em Angola.

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